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. IMPORTANCIA DA CASTRAÇÃO

Castrar ou não castrar seu cão???

 

Quando se pensa em castração outros temas são vinculados como: prevenção de doenças, mudança comportamental, necessidades sexuais dos animais, melhoramento genético de uma determinada raça, risco cirúrgico,controle populacional entre outros.

Esclarecendo cada ponto abordado acima:

Prevenção de doenças:

Nas fêmeas quanto mais cedo a castração maior seu efeito preventivo sobre as patologias uterinas e neoplasias (câncer) mamários. Seu efeito protetor é diretamente proporcional à idade em que é feito: se for feita antes do primeiro cio o efeito protetor é de 99%, após 2 anos de idade o efeito varia entre 40 - 45%. A fêmea não é uma "mulher pequena" e não há necessidade de reposição hormonal depois da remoção de seus ovários. Cadelas não são susceptíveis à osteoporose nem a outros problemas do metabolismo do cálcio.

Nos machos, a castração não faz necessariamente um beneficio preventivo quanto a ocorrência de patologias preventivas, exceto nos casos de cães criptorquídicos uni ou bilaterais, em que a castração é fundamental e indicada visando a possibilidade de aparecimento de tumores nos testículos. Em todo caso, o que os especialistas em reprodução têm observado é que as pessoas, principalmente os homens, têm grande relutância em permitir a castração dos cães machos. Mas o que pode ser feito nesses casos é a vasectomia ou a castração e colocar no lugar testiculos de silicone para que os proprietários não fiquem chateados pelo fato de os cães não terem mais suas "bolinhas".

Mudança Comportamental:

Os testículos são os órgãos produtores do hormônio testosterona, que tornam o macho mais excitável, que produzem as fugas atrás das fêmeas no cio, as montas "nas pernas" das visitas e na cadelinha do vizinho, a demarcação sexual do território através do "xixi" e a disputa e defesa territorial, muitas vezes até sua própria morte.
Caso o cão destine-se para a guarda da casa ou companhia, a castração e, conseqüente supressão da fonte principal de testosterona, irá torná-lo menos excitável. Neste caso, você terá um cão mais amigo e menos estressado muito mais tranquilo em momento nenhum a personalidade é alterada.
Nos cães machos destinados à guarda, a castração lhes confere uma vida mais calma e diminui a sua agressividade, mas não altera a sua personalidade. Eles simplesmente param com o comportamento territorialista em relação a outros animais e com a preocupação em demarcar seu território com os jatos de urina e se consentram mais na guarda da casa.
As fêmeas não estão sujeitas à necessidade de testosterona para manifestarem seu comportamento de defesa do território, sendo outros fatores nisso envolvidos. Entretanto, por serem cíclicas, as fêmeas estão sujeitas a variações de humor, em função dos estágios pré-cio, cio e pós-cio, além dos recorrentes casos de gestações psicológicas ou possíveis piometras. A castração interrompe essa variação cíclica do humor e torna as fêmeas mais emocionalmente estáveis, além de eliminar o risco de piometra e liquidar o círculo vicioso cio + gestação psicológica.

Necessidades sexuais dos animais:

Cães são cães, pode parecer redundante mas as pessoas tratam cães através do ponto de vista pessoal e esquecem que eles são cães e adoram ser!

Cães não são seres humanos e não devem ser visto como tal. Acasalamento entre cães ocorrem apenas quanda há fêmeas no cio (periodo fértil), com a finalidade única e exclusiva de perpetuação da espécie, como na maioria das outras espécies de bichos. É falsa a afirmação de que os machos ficam mais tranquilos depois que acasalam ( a menos que acaselem todos os dias, mas levem em conta que esse desgaste físico ira diminuir a expectativa de vida dele). E é pura verdade dizer que suas vidas são mais calmas e tranquilas depois da castração. Outra falasia é dizer que a fêmea precisa ter pelo menos uma ninhada para prevenir doenças em seu organismo. A prevenção de doenças mamarias e uterinas só é possível com a castração.

Melhoramento Genético

Nem todo cão deve acasalar. Cães com características diversa do que escrito no padrão da raça não devem ser reproduzidos. consolidar uma raça leva anos de trabalho e pesquisa e, são justamente, estes acasalamentos mal feitos que destroem uma raça canina. Cães com desvio de temperamento também não devem reproduzir, pois o temperamento também é condicionado a fatores genéticos.

cães com epilepsia, displasia coxo-femural, luxação de patela, problemas cardíacos, sarna demodécica, fissuras labiais e/ou palatinas e todas as outras doenças genéticas, devem ser afastados da reprodução.
Acasalar cães não é simplesmente unir um macho à uma fêmea no cio. Antes do acasalamento há um grande estudo ancestral, genético e morfológico. Procura-se trabalhar as características nos filhotes através do padrão de acasalamento escolhido, objetivando a manutenção das características clássicas da raça.

Infelizmente existem vários "pseudocriadores" sem conhecimento da raça seguindo a filosofia " é yorkshire? tem pedigree? Então vamos cruzar. "Esses criadores estão prestando um desserviço à raça produzindo cães atípicos que deveriam ser retirados da criação.

Com relação aos yorkshire terrier, não é incomum encontrar cães totalmente fora do padrão da raça pelas ruas: fucinhos muito compridos, pelos de textura errada, cores totalmente fora do padrão, yorkies gigantes de 5 - 6 kg ou mais, orelhas desproporcionias muito grandes dentre outras características que não deveriam existir. Este é o resultado dos acasalamentos não planejados.

Riscos Cirúrgicos

Cabe aos médicos veterinários avaliarem os riscos do animal à cirurgia. Para isso, são feitos exames pré-operatórios e cada caso é analisado individualmente.
A cirurgia nos machos costuma ser rápida e o pós-operatório muito tranqüilo, os riscos são muito baixos.
Nas cadelas, por se tratar de uma cirurgia de maior porte, a cirurgia é pouco mais demorada que nos machos. Sempre haverá riscos relativos aos procedimentos cirúrgico e anestésico, entretanto, as vantagens da castração indiscutivelmente superam qualquer risco.

Falando pessoalmente nunca perdi um cão em uma castração e não conheço pessoas que tenham me relatado tal fato.

Controle Populacional

Os abrigos de cães no Brasil estão com superpopulação de animais, assim como as ruas estão repletas de animais abandonados.
São ONGs que se formam, para proteger os animais abandonados, e os Centros de Controles de Zoonoses (CCZ) municipais trabalhando na remoção dos animais de rua (animais de raça e animais sem raça definida).
Infelizmente, no Brasil não há uma cultura de castração dos animais de estimação em tenra idade.
Nos EUA, por exemplo, não há cachorros morando nas ruas! Ao se adquirir um cão - o protocolo é bem claro - se não se é criador, já se adquire o cão castrado ou assume-se a responsabilidade de castra-lo até o 7º mês de idade. Cães não-castrados sofrem, inclusive, restrições quanto à entrada em alguns ambientes. Portanto, controle de natalidade é norma.
Uma pena que no Brasil não tenhamos essa cultura. Os proprietários dos cães sempre desejam acasalar seus animais, mas raramente se preocupam com a responsabilidade do estudo genético dos acasalamentos, com o padrão de temperamento da raça, a socialização dos filhotes para que tenham um “bom começo”, com o destino dos filhotes, entre outros.
Como resultado disso, temos milhares de cães abandonados pelas ruas pelos acasalamentos que ocorrem por descuido, temos cães abandonados pelo “temperamento estranho que o cão tem que não se adaptou à família e aos outros cães da casa”,...
 

LINKS DOAÇÕES

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